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semana adocao rj 2017

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(artigo do Jornal Nacional - O globo)
Crianças aptas para adoção nem sempre são como os adotantes desejam.
Série do JN mostra a história de Vitória, com paralisia cerebral e adotada.

Adotar não é para todos. Ainda bem, não há tantas crianças. 

Adotar não exige mais amor, ou esforço, do que cuidar de uma criança. Exige um amor diferente.
Adotar não exige mais força ou abnegação do que cuidar de um filho biológico. É apenas diferente.

Publicado em G1dia 24/05/2017 - clique aqui para ver o original.

Adotar é um processo de construção que precisa de paciência e de apoio.
Série do JN mostra o desafio de dar um lar a irmãos ou crianças maiores.

Entre 2014 e 2015, quase 200 crianças adotadas foram devolvidas aos abrigos, em São Paulo. Nesta terceira reportagem da série sobre adoção, Graziela Azevedo mostra que adotar é um processo de construção, que precisa de paciência e de apoio.

Uma opção para candidatos a adoção é procurar crianças em outros municípios.

Não há varas em todos os municípios e comarcas, mas pode haver crianças disponíveis para adoção.

 

- Eles tem filhos?
- Não.
- Por que?
- Não podem, problemas de saúde.
- Então vão adotar. – complementa Kyra, desanimada.

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Dia 3 de abril de 2017, foi promulgada uma lei em Brasília. Ela não muda muita coisa. Ela fala sobre adoção de crianças, principalmente sobre entrega de crianças para a adoção. A partir de agora, é obrigatório colocar um cartaz nos hospitais, dizendo que a entrega de filho para adoção não é crime.

Se você adotou, pensa em adotar, foi adotado ou quer saber como é adoção de crianças, veja. 
Lion - o filme
 

A lei define direitos e deveres do cidadão e do Estado. Adotar uma criança é um direito? É um direito de todos os cidadãos? Essa é a forma correta de entender adoção de crianças?

Não, não é.

Este não é um texto escrito por advogados, legisladores ou qualquer especialista. Este é o ponto de vista do Portal da Adoção. Temos a certeza de que há vários especialistas, de várias áreas, que conhecem do assunto e estão disponíveis para nos esclarecer suas posições, baseados no direito romano e outras vertentes.

Mas o Portal da Adoção acredita que adotar não é um direito.

Crianças são crianças, da mesma forma que mães são mães e palmito é palmito. Todos podem mudar de endereço, mas continuam sendo o que são: crianças, mães e palmito.

Essa é uma lição que as mães não devem esquecer.

“Quero adotar uma criança, mas precisa ser hoje, o mais rápido possível. Não quero, preciso, é necessário. Não posso esperar, quero adotar rápido, logo.”


Não, não precisa não.

 

Portal sai de férias.

Como todos os anos, agora o portal sai de férias e promete voltar em fevereiro. 

Aproveite e reveja nossos artigos esse ano.  

Abraços

 

(obs: se você quiser publicar um artigo seu, mande para nós que avaliaremos.)

Portal da Adoção

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Tábata Morelo

 O dia em que ele chegou em casa parecia um dia de muitas horas, horas a mais. Não, não tinha nenhuma poesia nesse dia. A sensação era de violência, que tínhamos arrancado uma criança de sua zona de conforto, mesmo que o abrigo não seja o conforto que sonhamos para nossas crianças, era a zona de conforto que ele conhecia nesses seus 1 ano e 2 meses de vida. Um choro contínuo fazia os minutos irem mais lentos ainda e nossas dúvidas crescerem. Será que estamos fazendo a coisa certa? Será que a gente está precisando disso agora? A gente não estava tão feliz antes? Será que o nosso outro filho (de 1 ano e 6 meses) precisa passar por isso? Será que vamos dar conta desse, do outro e do que está na barriga?

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Há muitos modos de uma família crescer. A maioria acontece aos poucos, como uma amizade que vira namoro, depois noivado e um dia se casam. É um fio que vira barbante, de barbante se transforma em corda, e depois fica mais forte. Ao longo dessa história vão aparecendo primos, tios, avós, amigos e tudo mais. Com tempo novas relações serão construídas. Nora, cunhado, amigo da esposa, etc. Depois podem vir netos e as cordas ficam mais firmes, mais grossas.

Às vezes um filho nasce. Leva anos até falar as primeiras palavras, e outros para dizer o que pensa. São muitos anos. Nos primeiros dias somos iguais a todos os adultos que trocam fraldas. Com o tempo a criança percebe que esse adulto é diferente dos outros. É diferente para ela. Existe uma corda ligando-os eles. Às vezes isso é bom, às vezes não é, mas ficará lá para sempre. Com o tempo poderá se alongar, ganhar distância ficar quase esquecida e invisível, mas estará lá.

Mas conosco será diferente.